O arapaima tem uma língua com dentes que o ajuda a retalhar as suas presas em pedaços.
O arapaima é um peixe que respira à superfície. Tem que vir à superfície a cada dez ou vinte minutos.
O arapaima existe desde o período jurássico.
O arapaima come pequenos peixes e, por vezes, pequenos animais à superfície da água.
O arapaima pode nadar de "marcha-atrás".
Os arapaima são enormes. Podem chegar a ter 200 quilos em estado selvagem.
Os locais acreditam que o arapaima possui o espirito do filho maléfico de um chefe tribal. Pirarucu, o filho maléfico, foi observado por um deus que o castigou trespassando o seu coração com um raio. Ainda vivo, Pirarucu entrou para o rio onde se transformou num peixe gigante.
O arapaima usa as suas escamas para escavar ninhos nas zonas pouco profundas dos rios com areia no fundo.
O arapaima macho guarda os ovos na boca e só liberta as suas crias quando são capazes de nadar por si próprias. Trata-se de um processo em que os ovos são chocados no interior da cavidade bucal.
A pesca do arapaima também se pode fazer na Tailândia e na Malásia, onde a espécie foi introduzida.
Os nativos usam a língua com ossos do arapaima como ferramenta de raspagem. Também acreditam que ajuda a curar parasitas intestinais.
Os locais chamam paiche ao arapaima.
Os arapaima mudam de cor quando se reproduzem.
As populações de arapaima estão ameaçadas pela pesca furtiva. Hoje em dia, pescar esta espécie é ilegal em algumas zonas da América do Sul.
As escamas do arapaima podem ter até 6 centímetros, o equivalente ao tamanho de um ovo de galinha.
PEIXE-GATO GIGANTE
Macacos, cães, gatos, pássaros e outros peixes-gato já foram encontrados no interior de estômagos de piraíbas.
O corpo dos piraíbas está coberto de recetores sensoriais para detetarem vestígios químicos libertados pelas suas presas.
Os locais só consideram que um peixe é um piraíba quando passas dos 90 quilos. Na verdade, os peixes são conhecidos como filhotes até chegarem a esse peso.
O piraíba usa os seus longos bigodes para navegar nas águas lamacentas do Amazonas. Também lhes permite caçarem em condições de escuridão total.
O piraíba é o maior peixe-gato do Amazonas.
Apesar das crenças populares, o piraíba não se alimenta do que lhe aparece à frente, pelo contrário, são até bastante seletivos e provam ou investigam a comida antes de a consumirem.
As lendas contam histórias de piraíbas que faziam dos homens as suas presas.
O piraíba é considerado o peixe que dá mais luta no Amazonas.
Se tirarmos um piraíba da água rapidamente, por vezes, podemos ver parasitas candiru nas suas guelras.
O piraíba pode ter mais de 3,5 metros de comprimento e pesar mais de 270 quilos.
O piraíba continua a crescer ao longo da toda sua vida.
O piraíba tem uma glândula e um orifício situados na base da sua espinha peitoral que segrega uma substância branca leitosa quando lhe tocam.
O piraíba recebeu o nome de "lechero" ou "leiteiro" devido à segregação de uma substância branca leitosa.
O piraíba é um peixe muito apreciado gastronomicamente mas está seriamente ameaçado devido às técnicas de pesca que incluem linhas muito compridas e redes.
O piraíba caça as suas presas a profundidades que podem chegar aos 30 ou 40 metros.
PERCA DO NILO
As fêmeas de perca do Nilo têm a capacidade de produzirem, no mínimo, 16 milhões de ovos por ano.
A introdução da perca do Nilo em outros cursos de água causou a extinção de mais de 200 espécies de peixes.
A perca do Nilo pode viver mais de 16 anos.
A perca do Nilo é um peixe nativo da Etiopia.
As percas do Nilo nascem todas machos. Quando se tornam sexualmente maduras, com cerca de 3 anos, algumas tornam-se fêmeas.
A perca do Nilo só pode ser seca em fogueiras, fazendo da desflorestação uma das ameaças para a qual este animal contribui.
A perca do Nilo ataca as suas presas escondendo-se atrás de objetos.
A perca do Nilo foi introduzida no Texas e é hoje em dia conhecida como uma espécie invasiva no estado.
Devido ao tamanho da sua boca, a perca do Nilo pode comer presas do seu tamanho. São conhecidas por comerem exemplares da sua própria espécie.
A perca do Nilo está na lista das 100 espécies mais invasivas do mundo.
Devido ao valor económico e à sua capacidade de desova, muitos garantem ser impossível erradicar a perca do Nilo do Lago Vitória.
Em 2009, Quénia, Tanzânia e Uganda, os três principais exportadores de perca do Nilo para a União Europeia, deram conta de um decréscimo na produção devido ao reduzido número de percas no Lago Vitória.
A perca do Nilo é conhecida por vários nomes, entre eles lúcio africano ou perca do Lago Vitória.
A perca do Nilo é o produto mais exportado a partir de África.
Os exemplares de perca do Nilo juvenis concentram-se em águas pouco profundas. As percas do Nilo maiores podem ser encontradas em águas mais profundas.
ESTURJÃO BRANCO, UM FÓSSIL VIVO
O esturjão branco tem uma esperança média de vida de 100 ou mais anos.
A cabeça constitui 25% do corpo do esturjão branco.
O corpo do esturjão branco é sustentado por cartilagem e não por espinhas.
Cada esturjão branco possui cinco filas de placas ósseas com um espinho aguçado que envolvem o seu corpo.
O esturjão branco pode pesar mais de 800 quilos.
Devido à falta de dentes, o esturjão branco usa a boca ou as narinas para aspirar comida.
Em águas turvas ou lamacentas, o esturjão usa os seus bigodes ou barbos para caçar os seus alimentos.
Os esturjões mais novos tendem a viver em correntes mais lentas enquanto os mais velhos preferem águas mais rápidas.
O esturjão branco assemelha-se ao tubarão na cauda e na estrutura óssea.
Na Colômbia Britânica só podemos encontrar esturjões brancos e verdes.
São necessários entre oito a 20 anos para um esturjão atingir a idade adulta.
Apesar de habitarem águas salgadas, os esturjões só desovam em água doce.
A fêmea de esturjão branco pode pôr vários milhões de ovos a cada desova.
O esturjão é muito apreciado por inúmeras razões, mas principalmente pelas suas ovas, o caviar.
O esturjão branco é muitas vezes confundido com tubarões devido à sua aparência na água.