Conheça os “Emerging Explorers”

Conheça os “Emerging Explorers”

O Programa Emerging Explorers da National Geographic reconhece e apoia jovens aventureiros, cientistas, fotógrafos e contadores de histórias particularmente talentosos e inspiradores- exploradores que já estão a marcar a diferença numa fase inicial das suas carreiras. Para ajudar estes exploradores revelação a concretizar o seu potencial, a National Geographic atribui-lhes $10.000 para investigação e exploração.

Estamos muito orgulhosos por poder apresentar o primeiro grupo de exploradores através de um conjunto de sete videoclips que se focam em cada um deles, realçando o seu trabalho e as suas descobertas que têm vindo a fazer a diferença no nosso mundo.

 

Jack Andraka

O inventor Jack Andraka, de Crownsville, Maryland, não é o típico teenager ao qual estamos habituados. Há dois anos atrás, com 15 anos, ele inventou uma nova ferramenta que poderá salvar vidas ao detectar cancro do pâncreas, pulmão e ovários. O teste, que usa um sensor tipo sonda, papel de filtro e um instrumentos básico para medir a resistência elétrica, detecta um aumento de uma proteína que indica a presença destes cancros em fases iniciais, quando há maior probabilidade de cura. O teste custa três cêntimos e demora cinco minutos.

Baseado em resultados preliminares promissores, Andraka estima que o seu sensor tem 90% de exactidão, é 168 vezes mais rápido, 26.000 vezes mais barato e 400 vezes mais sensível do que os métodos atuais de deteção do cancro do pâncreas, dos pulmões e dos ovários.

Jack tem uma patente internacional sobre o aparelho e espera colocá-lo no mercado dentro de dez anos. Ele acredita que o mesmo método de detecção poderia ser aplicado a qualquer doença. Andraka ganhou o grande prémio na Feira Internacional da Ciência e da Engenharia da Intel 2012. Defende o acesso aberto à investigação científica financeiramente apoiada pelo estado.

Por palavras suas:

"Eu acredito que a inovação nasce de uma vontade de correr riscos que podem levar a descobertas. Espero que a minha melhore a detecção do cancro e salve o maior número de vidas possíveis". —Jack Andraka

Xiaolin Zheng

O nanocientista chinês e professor em Stanford Xiaolin Zheng lidera uma equipa de investigação que criou uma invenção pioneira que liberta o potencial prático da energia solar. A equipa criou células solares na forma de autocolantes flexíveis-apenas um décimo da espessura da película aderente.

As células solares finas e moldáveis produzem a mesma quantidade de energia que as rígidas. Uma vez que são mais leves, serão mais fáceis de instalar e mais económicas. E porque são extremamente flexíveis, podem ser usadas em qualquer superfície - a parte de trás de um telemóvel, uma claraboia, uma parede, uma coluna curva. Zheng prevê que as células solares autocolantes possam um dia revestir edifícios, passeios para assinalar passadeiras, dar energia aos sistemas de segurança caseiros e ajudar a alimentar carros e aviões. A par dos usos industriais para as células solares flexíveis, Zheng gostaria que as pessoas pudessem parar na loja da esquina para comprar um pack de células solares, da mesma forma que compram pilhas hoje em dia.

Por palavras suas:

"Ao tornar as células solares extremamente finas e flexíveis, elas podem ser usadas de uma diversidade de novas formas. Espero que a nossa descoberta expanda a aplicação económica, prática e generalizada da energia solar". —Xiaolin Zheng


David Gruber

O biólogo marinho, explorador dos oceanos e professor David Gruber procura animais marinhos bioluminscentes e biofluorescentes no fundo do mar. As descobertas de Gruber estão a fornecer uma diversidade de novas perspetivas sobre uma "linguagem" secreta de cores e padrões que podem ajudar as criaturas marinhas a comunicar, interagir e evitar inimigos. Gruber e os seus colaboradores iluminaram e descobriram novas moléculas fluorescentes dos animais marinhos e estão à procura de ligações entre a radiante vida marinha e a capacidade de visualizar o funcionamento interno das células humanas.

O seu grupo de investigação na City University de Nova Iorque e no Museu de História Natural Americano decifrou o código genómico das novas proteínas fluorescentes, que estão a ser desenvolvidas como ferramentas para ajudar na investigação médica e trazer luz aos processos biológicos. Em terra, a sua equipa concebe submersíveis e outras tecnologias para revolucionar a descoberta e exploração dos oceanos. Ele está também a conceber câmaras extremamente sensíveis à luz para filmar as criaturas marinhas brilhantes com uma resolução muito maior. Recorre também a submarinos, veículos robóticos submersíveis e mergulho profissional para alargar a nossa compreensão da vida no fundo do mar.

Por palavras suas:

"Há um mundo completo num recife. É elaborado e vibrante como uma cidade frenética sob as ondas e está mesmo à espera de ser explorado". —David Gruber